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Instituto dos Cegos
Instituto dos Cegos: história de lutas e conquistas
O Instituto dos Cegos de Campina Grande surgiu por iniciativa do falecido professor José da Mata Bonfim, que estudou no instituto dos cegos da Paraíba com sede em João Pessoa. O pedagogo e advogado preocupou-se em levar a oportunidade de ensino para outros portadores de deficiência visual do interior do Estado, mas, com um diferencial: desejava incluir no programa de ensino da instituição, experiências com a música, arte e o desporto. Tendo em vista que na capital a ênfase dada ao ensino era centrada na prática da escrita e da leitura.
O educador considerava que a educação em vez de se limitar aos bancos da escola, deveria trabalhar num contexto mais ampliado. Foi assim que, ainda na adolescência e com ajuda de pessoas como Genésio Soares, Argemiro de Figueiredo, Félix Araújo (pai) e Elpídio de Almeida, criou, em 1952, o Instituto de Proteção aos Cegos, cuja proposta inicial de ensino, foi além das ações regulares.
Inicialmente o Instituto funcionou na rua Nilo Peçanha no bairro da Prata e passou a existir legalmente a partir de 1962 já com o mone de Instituto de Edcução e Assistência aos cegos do Nordeste. Entretanto, o funcionamento na sede própria, no endereço atual se deu a partir do ano de 1970.
De acordo com o professor John Queiroz, atual superintendente do Instituto dos Cegos de Campina Grande, levando-se em consideração os aspectos relativos dos números, o instituto é talvez a instituição de melhor aproveitamento no que concerne ao encaminhamento de pessoas cegas no ensino superior do Brasil.
Pois, mesmo enfrentando diversas dificuldades financeiras e estruturais, a instituição já consegue colher frutos do seu trabalho: contando com mais de dez alunos em fase de conclusão de curso na Universidade Estadual da Paraíba – UEPB e doze pré-vestibulandos. Além, do expressivo número de profissionais que militam no próprio instituto, como é o caso dos Advogados Severino Badú e José da Costa Lima; dos Pedagogos Adonias Clarindo, Socorro Queiroz, Adenise Queiroz, Jairol Tomas, Antonio Oliveira, Rodolfo Virgínio, Rogério Nunes e John Queiroz; na Geografia, Elias Ricardo; na História, José Oton Muniz e Calixto Amorim, entre outros profissionais que já estão inseridos no mercado de trabalho.
A instituição também se orgulha do grande número de alunos que têm desenvolvido no âmbito pedagógico, na arte e no desporto. Dentre os principais destaques, que já passaram pelo instituto, podemos citar: o músico Gabimar Cavalcante, Jônatas Silva, que é membro da comissão nacional de arbitragem da Associação Brasileira de Desportos para Cegos (ABDC) e os medalhistas pará-olímpicos: Damião Robson e Fábio Luís, medalhas de ouro na paraolímpiada da Grécia, em 2004.
Entretanto, o instituto passou por um período de muita dificuldade, proporcionado pela interdição do funcionamento de sua sede por oito anos (1994 a 2001), em virtude de uma perseguição judicial, resultante um uma interpretação rigorosa da lei em reposta a um deslize praticado pela administração do prédio, na época.
Mas, assim como a interdição proporcionou alguns prejuízos ao instituto como, por exemplo, o depredamento da sede com perda de todo o seu arquivo histórico, também serviu como poder de superação de seus membros, que não se deixaram abater com a situação e criaram a Associação Paraibana dos Deficientes Visuais - APADEVI, que funcionou na escola municipal Antonio Maris, no bairro do Novo Cruzeiro. Onde se deu a continuidade das atividades didático-pedagógicas.
Hoje, de volta a sua sede, a instituição se orgulha de sua história e agradece especialmente à sociedade civil que sempre tem apoiado os nossos projetos. Portanto, todos que fazemos o Instituto dos Cegos de Campina Grande: alunos, professores, profissionais e voluntários, agradecemos àqueles que têm sido sensíveis a causa da instituição: educar, os portadores de deficiência visual, para a vida. No entanto, o instituto ainda continua recebendo contribuições para a manutenção das diversas atividades que são desenvolvidas na escola. Os interessados podem fazer seus depósitos na conta número1718- 0, agência 3987, da caixa econômica federal ou, então, ligar diretamente para o instituto pelos números: 3337-3498 e 3337-2038 ou pelo fax: 3322-1214. O instituto fica localizado na rua, João Quirino - nº 33, no bairro do Catolé.
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